sábado, 19 de março de 2011

Bebé sem gene do cancro da mama

Nasceu o primeiro bebé em Espanha sem o gene BRCA1, responsável pelo aumento do risco de cancro da mama!

Com antecedentes familiares de cancro da mama e dos ovários em idade precoce e com alta mortalidade, a paciente recorreu ao Programa de Reprodução Assistida de Puigvert-Sant Pau de Barcelona e submeteu-se à técnica de selecção de embriões fertilizados in vitro. A eliminação do gene BRCA1 no bebé tornou-se possível graças ao diagnóstico pré-implantação, que selecciona os embriões sem mutações genéticas, assegurando-lhe também uma descendência saudável.

Em Janeiro já tinha nascido um outro bebé em Inglaterra com recurso à mesma técnica. Em Portugal esta técnica é usada apenas para os portadores da Doença do Pézinho.

domingo, 7 de novembro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Recolha de Sangue na ESEQ-29 de Outubro

Já lá vão alguns meses desde a nossa última mensagem. O 12º ano acabou e com ele a disciplina de Área de Projecto. Entramos todos no ensino superior pelo que (Con)Viver com o Cancro faz já parte de um passado...

Escrevo este post para informar a quem quer que passe por aqui (se é que há alguém) que no próximo dia 29 de Outubro vai ter lugar na Escola Secundária Eça de Queirós uma colheita de sangue, das 15h às 18h30.
Não custa nada e os serviços de sangue dos Hospitais dependem da solidariedade dos dadores.

Se tiver bom-estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso mínimo de 50 kg e entre 18 e 65 anos, apareça!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu José Saramago


Aos 87 anos de idade, morreu José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, vítima de cancro.

Segundo o seu editor, o escritor português encontrava-se doente mas em estado "estacionário", mas a situação agravou-se.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Final do ano

Chegamos ao fim do ano e com ele terminaram as aulas de Área de Projecto.
Sentimo-nos bastante satisfeitos e realizados com todo o trabalho desenvolvido para a disciplina. Todos os objectivos estabelecidos na proposta de projecto foram cumpridos bem como todos os que foram surgindo no desenrolar do projecto. Crescemos bastante, não só intelectualmente como também socialmente (não só por um dos objectivos ser a sensibilização da comunidade para a prevenção do cancro mas também porque trabalhar em grupo é muito enriquecedor).
Os resultados finais foram muito satisfatórios e demonstram todo o empenho e dedicação no projecto (Con)Viver com o Cancro.
Agora espera-nos uma semana de muito estudo para os exames nacionais e, se tudo correr bem, em Setembro iniciamos um novo capítulo das nossas vidas - a faculdade. Uma vez que todos pretendemos ingressar cursos ligados à área da Saúde, quiçá se um dia os nossos nomes não aparecerão nos artigos científicos relacionados com a descoberta de uma cura para este conjunto de doenças:)

Agradecemos mais uma vez a todos aqueles que nos ajudaram e tornaram possível este projecto! Obrigado por terem partilhados todos estes momentos!

O grupo,
Ana Filipa
Eugénia Silva
Fernanda Rosa
João Paulo Costa

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Mundial Sem Tabaco

Hoje assinalou-se o Dia Mundial Sem Tabaco, com várias iniciativas pelo país para sensibilizar os portugueses para os malefícios do tabaco e alertar para o crescente aumento do número de mulheres fumadoras (dos mil milhões de fumadores no mundo, a Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que 1/5 seja do sexo feminino).

O tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para celebrar a efeméride - "O Tabaco e o género, com ênfase para publicidade dirigida às mulheres" - visou chamar a atenção para as estratégias utilizadas pela indústria do tabaco para aumentar o consumo dos seus produtos por parte das mulheres.

Em Lisboa, irá decorrer o I Fórum Ambiente e Saúde Respiratória, promovido pela Fundação Portuguesa do Pulmão, em parceria com o Programa Ambiente e Saúde da Fundação Calouste Gulbenkian.

A Comissão de Trabalho de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia assinala a efeméride em Coimbra, com uma reunião subordinada ao tema "A Mulher Fumadora", com a participação de responsáveis das consultas de cessação tabágica da Região Centro e de profissionais das áreas da Psicologia Clínica, Nutrição e Saúde Materno-infantil.

Decorrerão ainda acções de sensibilização e rastreio no Instituto de Oncologia de Coimbra.
Em Almodôvar, a Missão Coração Feliz irá realizar várias acções para promover a saúde e prevenção das doenças cardiovasculares, uma iniciativa promovida pelo Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva.

No âmbito das comemorações, a Comissão de Prevenção do Tabagismo do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho realiza o fórum "Tabaco a mulher e a publicidade".

Segundo um inquérito Eurobarómetro divulgado em Bruxelas, 23% dos portugueses fumam, sendo a maioria do sexo masculino.
Fonte: SIC

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tratamento dos inquéritos do mini congresso


Chegámos ao post nº100! Foram 8 meses alucinantes de trabalho e dedicação, mas que valeram a pena pois permitiram-nos crescer enquanto cidadãos e alunos.
Qual a melhor maneira de comemorar este centésimo post senão com a publicação do tratamento dos inquéritos de avaliação da nossa palestra, onde mostramos quase todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo?


Perante a análise dos resultados, consideramos que esta actividade foi muito positiva e reflecte todo o nosso trabalho e empenho ao longo do ano. O contributo da palestrante convidada, prof. Isabel Maio, foi muito enriquecedor e constituiu um dos pontos altos da palestra, uma vez que cativou a atenção de todo o auditório.

Gostavamos de agradecer a todos os que nos apoiaram e tornaram possível a realização deste projecto...

Muito obrigado :D

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Listas de espera para cirurgia

O Ministério da Saúde anunciou que o número de pessoas em lista de espera para cirurgia oncológica está a diminuir e que o tempo médio de espera ronda os 28 dias.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mini-Congresso de Área de Projecto 2010

O dia do Mini-Congresso está a chegar!
A sala de estudo está repleta de alunos a trabalhar nos seus projectos. (Con)Viver com o Cancro não é excepção.
Terça-feira, dia 11 de Maio, o grupo irá apresentar todo o seu trabalho realizado no decorrer do ano lectivo 2009-2010 no Auditório da Escola Secundária Eça de Queirós.

Inicialmente, o Mini Congresso estava agendado para os dias 13 e 14 de Maio mas, devido à visita do Papa Bento XVI ao nosso país, teve de ser antecipado para os dias 11 e 12. Esta alteração tornou impossível à Dra. Maragrida Damasceno estar presente na nossa palestra e então decidimos convidar a Professora Isabel Maio da nossa escola para participar como palestrante.

Estamos bastante ansiosos e com ainda muito por fazer. Desejem-nos sorte!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ellen Pompeo apela à prevenção

Ellen Pompeo, actriz que interpreta uma cirurgiã na série de televisão norte-americana "Anatomia de Grey", saiu do ecrã para incentivar as mulheres a fazer da sua própria saúde uma prioridade para prevenir o cancro, avança a ABC News.

A doença afecta uma em cada três mulheres nos EUA durante a sua vida. Ellen Pompeo, mãe recentemente e filha de um sobrevivente de cancro, acredita que as mulheres são vitais para combater e impedir a doença.

"O cancro é algo que afecta a vida de todas as pessoas", disse a actriz, acrescentando que "se trata de nos escolhermos a nós próprias."

Juntamente com a American Cancer Society, Ellen Pompeo vai lançar uma campanha nacional na terça-feira sobre a prevenção do cancro.

Medidas de prevenção
Cerca de metade das mortes por cancro poderiam ser evitadas pela detecção precoce, manter um peso e uma alimentação saudáveis, usar protector solar e evitar o tabaco, de acordo com a American Cancer Society.

Um inquérito nacional realizado on-line pela American Cancer Society, em Março, com cerca de 2.000 mulheres mostrou que 90% dizem que ficam aquém de uma alimentação saudável.

Além disso, cerca de 85% não praticam exercício físico mínimo de 30 minutos por dia, cinco dias por semana, e 76% nem sempre protegem a pele do sol.

"As mulheres são a chave para a prevenção do cancro, porque são os principais médicos das suas famílias," disse Elizabeth Fontham, da American Cancer Society. "Mas elas realmente esforçam-se para fazer da sua própria saúde uma prioridade”, concluiu.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Identificada molécula que bloqueia metástases

Um estudo realizado pelo Weill Cornell Medical College, da Universidade Cornell, nos EUA, e publicado na revista Nature, mostrou que as moléculas macroketones (substâncias sintéticas) podem actuar sobre uma proteína envolvida no processo de disseminação das células.
Experiências realizadas com ratinhos mostram que o tratamento com a macroketone interrompeu a propagação do cancro, em comparação com os animais do grupo de controlo que morreram com metástases.

Quando o fármaco foi dado uma semana depois da introdução das células cancerosas, o bloqueio foi superior a 80%.

De acordo com os investigadores, os resultados obtidos são animadores, revelando-se assim a possibilidade de se desenvolverem novas classes de fármacos oncológicos e, talvez, do primeiro capaz de parar as metástases no cancro. “Mais de 90 por cento dos doentes oncológicos morrem porque o cancro se espalhou. Por isso precisamos desesperadamente de encontrar uma maneira para travar as metástases”, frisou Huang Xin-Yun, um dos investigadores envolvidos neste estudo.

Moléculas macroketone
Há dez anos, investigadores japoneses conseguiram isolar de uma cultura da bactéria Streptomyces sp, uma substância natural utilizada em muitos antibióticos, mas que não tem muita capacidade para inibir a propagação de metástases. Desde então, muitos cientistas procuram criar análogos, versões sintéticas e moleculares mais simples.
Depois de várias alterações, conseguiram criar uma substância - moléculas macroketone - que, em 2005, revelou ser capaz de travar as metástases em animais, sem no entanto terem percebido a forma de actuação deste agente.

Já neste novo trabalho, conseguiram verificar que a substância age sobre uma proteína, a actin cytoskeletal, que é fundamental à locomoção celular na medida em que forma “mini-tentáculos”. A macroketone é, assim, capaz de travar este mecanismo, impedindo que as células cancerígenas adiram a outras células saudáveis. Embora não impeça a formação de um tumor, impede a sua movimentação pelo corpo, funcionando como um agente que previne as metástases do cancro.

“Os resultados sugerem que um agente como a macroketone possa ser usado tanto para prevenir como impedir as metástases do cancro”, diz Huang. “Como não tem efeito sobre o crescimento de um tumor primário, um fármaco como este deve ser combinado com outras terapias oncológicas que actuem no crescimento do tumor”, conclui o investigador.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Cancro da mama

Com uma irmã e uma prima viciadas em "So You Think You Can Dance" (versão original de "Achas que Sabes Dançar"), era impossível eu não ver este vídeo.

A dança, coreografada por Tyce Diorio, é dedicada a uma amiga com cancro da mama.
A última júri, no fim, fala sobre todos aqueles que (con)viveram com o cancro, levando o público aos lágrimas.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Boa Páscoa


O Grupo (Con)Viver Com O Cancro deseja-lhe uma Boa Páscoa.

Curiosidade sobre o chocolate:
O chocolate é rico em polifenóis, antioxidantes que parecem ter efeitos benéficos na saúde: a sua acção, aparentemente, é capaz de neutralizar alguns mecanismos do cancro.
Por isso coma amêndoas. Com moderação é claro... :)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Vídeo sobre o piso de oncologia do hospital de S. João

Este vídeo tem algumas das imagens que recolhemos nesta nossa actividade. São poucas, mas têm o essencial. É óbvio que não pudemos andar num hospital feitos fotógrafos. Além disso, as médicas estavam bastante ocupadas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Visita ao piso de oncologia do Hospital S. João

Para a concretização desta actividade, contactámos a Sra. Céu Oliveira, dos Serviços Administrativos, que após ter falado com a directora do serviço de oncologia - Dra. Margarida Damasceno - nos disse ser possível a realização desta actividade.

Assim, no dia 25 de Fevereiro de 2010, deslocamo-nos ao Hospital S. João do Porto para fazer uma visita ao piso de oncologia e entrevistar a Dra. Margarida Damasceno.

A viagem foi de metro, que teve a amabilidade de começar a andar quando a Eugénia e o João Paulo ainda se encontravam lá dentro (a Filipa e a Fernanda já tinham saído). Assim, ainda tiveram a oportunidade de passear pelas ruas do Porto, da paragem do Bolhão até à da Trindade. Que se fique a saber que entretanto começou a chover e nenhum dos dois tinha guarda-chuva!

Primeiramente, a Dra. Daniela, interna do terceiro ano de medicina, mostrou-nos o referido piso de oncologia que inclui os gabinetes médicos e as salas de tratamento para adultos e crianças.
De seguida, a enfermeira Leonilde respondeu a algumas questões por nós colocadas acerca do cancro, do serviço de oncologia do hospital em questão, do apoio psicológico que é dado a doentes e familiares e da sua experiência de trabalho nesta área.
Finalmente, o grupo convidou a Dra. Margarida para participar como oradora na palestra que irá decorrer durante o mini-congresso, no dia 14 de Maio pelas 15h, para falarem acerca da oncologia e da sua experiência enquanto profissionais de saúde desta área.
Com esta visita ao hospital, o grupo adquiriu novos conhecimentos e pôde esclarecer algumas dúvidas acerca desta temática.

Passeio pela Cidade Invicta patrocinado por:
Metro do Porto

Inquérito e respectivo tratamento

Este foi o inquérito realizado para assinalar o Dia Mundial do Cancro, dia 04 de Fevereiro. Para o ver melhor, basta carregar na imagem.
Análise do inquérito:
  • 88% dos inquiridos sabe que o cancro é um crescimento anómalo de células. No entanto, 12% respondeu incorrectamente, dos quais 10% julga que um cancro é uma bactéria;
  • A resposta considerada correcta por nós é “alguns”: a hereditariedade está relacionada com menos de 1% dos cancros em geral - 61% das pessoas interrogadas respondeu correctamente. Com 24%, a resposta negativa foi a segunda mais frequente;
  • O cancro não é contagioso: 95% respondeu correctamente;
  • 42% dos indivíduos considera que o seu estilo de vida aumenta as probabilidades de desenvolver uma neoplasia; 31% responde negativamente e 25% responde que não o sabe;
  • Os cancros mais mencionados foram o da mama, pulmão e cólo do útero;
  • A quimioterapia e a radioterapia são os tratamentos mais conhecidos pela comunidade escolar interrogada;
  • 82% das pessoas interrogadas conhece pessoas que tiveram ou têm um cancro;
  • 56% considera existir uma ligação entre o estado psicológico e o aparecimento e desenvolvimento de uma neoplasia. Este é um tema controverso, mesmo para os especialistas;
  • A maioria desconhece o que são cuidados palativos e, consequentemente, não conhece ninguém que tenha usufruído deste serviço;
  • Cerca de 85% responde correctamente que o cancro não é exclusivo ao ser humano (também os animais e plantas podem ter cancro);
  • Metástases são tumores formados por células que se disseminaram pelo organismo a partir de um tumor inicial – 79% respondeu correctamente;
  • 94% responde correctamente que nem todos os tumores são malignos (existem também tumores benignos);
  • Apenas os tumores malignos são considerados cancro, pelo que a resposta seria “não” (81%);
  • Nem todos os cancros são tumores – 57% respondeu erradamente. Os cancros envolvem o crescimento do tumor à medida que as células malignas formam uma massa. A leucemia é um cancro mas não um tumor;
  • 59% diz que se submeteria a tratamentos médicos para ajudar um desconhecido, ao passo que 30% responde negativamente;
  • Apurámos que 84% dos interrogados não poderia participar na campanha de sangue por falta de idade ou simplesmente porque não queriam. 15% afirmava participar na campanha.

domingo, 28 de março de 2010

Exames neurológicos


Angiograma: é injectado na corrente sanguínea um contraste que permite observar os vasos sanguíneos cerebrais no raio X.

TAC: cria uma visão tridimensional do cérebro através de uma máquina de raios X.

RM: este exame oferece uma imagem do cérebro utilizando um íman potente, um transmissor de radiofrequência e um computador. Na RM pode-se ver melhor algumas partes do cérebro do que na TAC.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tratamentos para tumores cerebrais

O tratamento para um tumor cerebral depende do seu tamanho, local e tipo, como também da saúde e idade da pessoa. A equipa de médicos envolvida no tratamento pode incluir um neurologista, um oncologista e um neurocirurgião. Os principais métodos de tratamento incluem a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. Muitas vezes, uma combinação de tratamentos é usada, como a cirurgia e a radioterapia. Antes do tratamento, podem ser dados medicamentos para reduzir o inchaço do tecido cerebral, e/ou para prevenir ou controlar os ataques epilépticos relacionados com os tumores.
  • Cirurgia: é a primeira linha de tratamento e pode remover alguns tumores cerebrais benignos e malignos com sucesso. O objectivo é sempre a retirada total do tumor sem danificar as estruturas nervosas. Muitas vezes, quando o tumor invadiu estruturas vitais, a remoção completa não é possível. Nestes casos, o objectivo da cirurgia passa a ser a retirada máxima, com o mínimo de comprometimento de outras estruturas;
  • Radioterapia: é frequentemente usada após a cirurgia para ajudar a remover as células cancerosas que não puderam ser removidas. Também é usada quando a cirurgia não é possível;
  • Quimioterapia: envolve drogas, normalmente administradas por via oral ou através de injecção, que destroem as células tumorais. Os linfomas cerebrais respondem muito bem à quimioterapia. Pode ser aplicado antes ou depois da cirurgia ou da radioterapia, dependendo do caso específico. Em alguns doentes com cancro cerebral recorrente, o cirurgião remove o tumor e implanta vários discos contendo quimioterapia. O disco dissolve-se ao longo de várias semanas, libertando o fármaco no encéfalo para matar as células cancerígenas;
  • Imunoterapia: estimula os recursos do próprio organismo na luta contra as células tumorais, por meio de drogas que propiciam a produção de substâncias capazes de controlar o crescimento do tumor e destruí-lo.

Diagnóstico e factores de risco de cancro do cérebro

O processo de diagnóstico de um tumor cerebral começa na consulta médica e com um exame neurológico minucioso. A partir de perguntas objectivas, o médico obtém o histórico do paciente e os dados necessários para caracterizar a doença. Em seguida, é feito um exame neurológico que permite verificar os reflexos, a coordenação, a sensibilidade, a resposta à dor e a força muscular. O médico examinará os olhos do paciente com um aparelho iluminado, para conferir possíveis sinais de pressão intracraniana aumentada ou inchaço cerebral. Dependendo dos sintomas ou do exame físico, poderá ser solicitado um ou mais dos seguintes exames:
  • Tomografia Axial Computadorizada (TAC): a TAC cria uma visão tridimensional do cérebro através de uma máquina de raios X. Poderá ser administrado material de contraste para se observar o encéfalo com maior nitidez. O material de contraste permite observar os órgãos e os tecidos de tumores cerebrais;
  • Ressonância Magnética (RM): este exame oferece uma imagem do cérebro utilizando um íman potente, um transmissor de radiofrequência e um computador. Na IRM pode-se ver melhor algumas partes do cérebro do que na TAC. Um contraste especial pode ser injectado no para intensificar as imagens e torná-las mais claras. As imagens podem evidenciar um tumor ou outro problema cerebral;
  • Punção lombar: uma amostra de LCR é retirada da coluna com uma agulha. Em laboratório é verificada a existência de células cancerígenas no líquido ou outros sinais de doença;
  • Angiograma: para este procedimento é injectado na corrente sanguínea um contraste que permite observar os vasos sanguíneos cerebrais no raio X. Se existir um tumor poderá ser visualizado no raio X;
  • Raio X craniano: alguns tipos de tumores cerebrais causam depósitos de cálcio no encéfalo ou alterações nos ossos cranianos. Através de raio X, o médico pode observar estas alterações.

Factores de risco
Não se conhece com exactidão a causa dos tumores cerebrais. No entanto, pessoas com determinados factores de risco estão mais predispostas a desenvolver tumores cerebrais do que outras.
Os seguintes factores de risco estão associados a uma probabilidade acrescida de desenvolver um tumor cerebral primário:
  • Sexo: de modo geral, os tumores cerebrais são mais frequentes nos homens do que nas mulheres. Contudo, os meningiomas ocorrem sobretudo em mulheres;
  • Raça: os tumores cerebrais surgem mais frequentemente em caucasianos do que noutras raças;
  • Idade: a maioria dos tumores cerebrais é detectada a partir dos 70 anos. No entanto, os tumores cerebrais são o segundo tipo de cancro mais frequente nas crianças. Os tumores cerebrais são mais frequentes em crianças com menos de 8 anos;
  • Histórico familiar: as pessoas com familiares que desenvolveram gliomas podem ter maior probabilidade de desenvolver esta doença;
  • Exposição a radiação;
  • Formaldeído: os patologistas e embalsamadores que trabalham com formaldeído têm um risco acrescido de desenvolver um tumor cerebral. Não se observou risco acrescido de desenvolver tumores cerebrais noutros trabalhadores expostos ao formaldeído;
  • Exposição a cloreto de vinilo e a acrilonitrilo (químico).

Tumores cerebrais primários e secundários


Os tumores cerebrais primários mais comuns são os gliomas, que têm início nas células gliais. Existem vários tipos de gliomas:
  • Astrocitoma: tumor que deriva das células gliais em forma de estrela, designadas por astrócitos. Nos adultos, os astrocitomas desenvolvem-se mais frequentemente no cérebro e são de alto grau. Nas crianças, surgem geralmente no tronco cerebral, cérebro e cerebelo e são de baixo grau e benignos. O astrocitoma de grau III é habitualmente designado por astrocitoma anaplásico. O astrocitoma de grau IV é frequentemente designado por glioblastoma multiforme;
  • Glioma do tronco cerebral: este tipo de tumor surge na zona inferior do encéfalo. Os gliomas do tronco cerebral são diagnosticados sobretudo em crianças pequenas e adultos de meia-idade;
  • Oligodendroglioma: tem origem nas células que constituem a substância adiposa que envolve e protege os nervos. Em geral, estes tumores surgem no cérebro. A sua progressão é lenta e habitualmente não se disseminam para os tecidos cerebrais adjacentes. Compreendem cerca de 15% dos gliomas em adultos e têm evolução benigna.

Existem alguns tipos de tumores cerebrais que não têm origem nas células gliais, tais como:
  • Meduloblastoma: tumor maligno com origem no cerebelo, a parir de células precursoras neurais. Pode metastizar a espinal medula. .É o tumor cerebral mais comum em crianças;
  • Meningioma: derivam da mesoderme - folheto embrionário que dá origem a diferentes sistemas, ao esqueleto e aos músculos. São geralmente benignos, mas podem ser recorrentes (que voltam frequentemente) ou malignos. São mais frequentes em mulheres, com incidência máxima na meia-idade;
  • Schwannoma: este tumor raro desenvolve-se a partir de uma célula de Schwann (célula que produz mielina que reveste os neurónios). Com raras excepções, os schwannomas são histologia e clinicamente benignos. Ocorre mais frequentemente em adultos;
  • Linfomas: são tipicamente uma neoplasia maligna de células B (tipo de células do sistema imunitário). Ocorrem com maior frequência em indivíduos imunocomprometidos, especificamente receptores de transplantes ou pacientes com SIDA.
Os tumores secundários (ou metastáticos) têm geralmente origem no cancro do pulmão, da mama e da pele. São mais comuns do que os tumores primários: desenvolvem-se em aproximadamente 25 por cento das pessoas que têm outro tipo de cancro.
Com raras excepções, um cancro que envia metástases para o cérebro é incurável. Portanto, o tratamento é paliativo, destinado a prevenir a incapacidade e o sofrimento e, se possível, prolongar a vida.