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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CUIDADOS PALIATIVOS- NÍVEIS DE DIFERENCIAÇÃO

A criação de unidades de cuidados paliativos deve ser progressiva e coordenada pelas Administrações Regionais de Saúde, de forma a satisfazer as necessidades a nível local e a ser assegurada a existência de
locais de formação diferenciada.
As unidades de cuidados paliativos podem prestar cuidados em regime de internamento ou domiciliário e abranger um leque variado de situações, idades e doenças.
Sendo os doentes com cancro um grupo significativo nos utilizadores dos cuidados paliativos, os hospitais com serviços ou unidades de oncologia médica devem ser considerados como prioridade na criação de formas e modelos estruturados de prestação de cuidados paliativos.
Os cuidados paliativos devem ser planeados em função dos seguintes níveis de diferenciação:

Acção Paliativa

1. Representa o nível básico de paliação e corresponde à prestação de acções paliativas sem o recurso a equipas ou estruturas diferenciadas.
2. Pode e deve ser prestada, quer em regime de internamento, quer em regime
domiciliário, no âmbito da Rede Hospitalar, da Rede de Centros de Saúde ou da Rede de Cuidados Continuados.

Cuidados Paliativos de Nível I

1. São prestados por equipas com formação diferenciada em cuidados paliativos.
2. Estruturam-se através de equipas móveis, que não dispõem de estrutura de internamento próprio mas de espaço físico para sediar a sua actividade.
3. Podem ser prestados, quer em regime de internamento, quer em regime domiciliário.
4. Podem ser limitados à função de aconselhamento diferenciado.

Cuidados Paliativos de Nível II

1. São prestados em unidades de internamento próprio ou no domicílio, por equipas diferenciadas que prestam directamente os cuidados paliativos e que garantem disponibilidade e apoio durante 24 horas.
2. São prestados por equipas multidisciplinares com formação diferenciada em cuidados paliativos e que, para além de médicos e enfermeiros, incluem técnicos indispensáveis à prestação de um apoio global, nomeadamente nas áreas social, psicológica e espiritual.

Cuidados Paliativos de Nível III

Reúnem as condições e capacidades próprias dos Cuidados Paliativos de Nível II, acrescidas das seguintes características:
- desenvolvem programas estruturados e regulares de formação especializada em cuidados paliativos;
desenvolvem actividade regular de investigação em cuidados paliativos;
- possuem equipas multidisciplinares alargadas, com capacidade para responder a situações de elevada exigência e complexidade em matéria de cuidados paliativos, assumindo-se como unidades de referência.


Eugénia e Fernanda

sábado, 9 de janeiro de 2010

Cuidados Paliativos

Os cuidados paliativos são prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva. O objectivo consiste em promover o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes.
Definem-se ainda como cuidados activos e interdisciplinares, integrando o controlo dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e a comunicação adequada.

Os cuidados paliativos não são determinados pelo diagnóstico das doenças, mas pela situação e pelas necessidades do doente.
Actualmente, o cancro é uma doença que implica frequentemente a necessidade destes cuidados.

As unidades de cuidados paliativos podem prestar cuidados em regime de internamento ou domiciliário e abrangem um leque variado de situações, idades e doenças. Os cuidados paliativos proporcionam aos doentes que vão morrer a possibilidade de receberem cuidados num ambiente apropriado, que promova a protecção da sua dignidade.

Princípios dos cuidados paliativos:
  • A unidade receptora dos cuidados é sempre “doente e família”, pelo que estes não devem ser considerados como realidades desligadas;
  • Afirmam a vida e encaram a morte como um processo natural;
  • Encaram a doença como uma causa de sofrimento a minorar;
  • Consideram que o doente vale por quem é e que vale até ao fim;
  • Consideram que o sofrimento e o medo perante a morte são realidades humanas que podem ser técnica e humanamente apoiadas;
  • Centram-se na procura do bem-estar do doente, ajudando-o a viver tão intensamente quanto possível até ao fim.

Eugénia e Fernanda