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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Listas de espera para cirurgia

O Ministério da Saúde anunciou que o número de pessoas em lista de espera para cirurgia oncológica está a diminuir e que o tempo médio de espera ronda os 28 dias.

domingo, 28 de março de 2010

Exames neurológicos


Angiograma: é injectado na corrente sanguínea um contraste que permite observar os vasos sanguíneos cerebrais no raio X.

TAC: cria uma visão tridimensional do cérebro através de uma máquina de raios X.

RM: este exame oferece uma imagem do cérebro utilizando um íman potente, um transmissor de radiofrequência e um computador. Na RM pode-se ver melhor algumas partes do cérebro do que na TAC.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tratamentos para tumores cerebrais

O tratamento para um tumor cerebral depende do seu tamanho, local e tipo, como também da saúde e idade da pessoa. A equipa de médicos envolvida no tratamento pode incluir um neurologista, um oncologista e um neurocirurgião. Os principais métodos de tratamento incluem a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. Muitas vezes, uma combinação de tratamentos é usada, como a cirurgia e a radioterapia. Antes do tratamento, podem ser dados medicamentos para reduzir o inchaço do tecido cerebral, e/ou para prevenir ou controlar os ataques epilépticos relacionados com os tumores.
  • Cirurgia: é a primeira linha de tratamento e pode remover alguns tumores cerebrais benignos e malignos com sucesso. O objectivo é sempre a retirada total do tumor sem danificar as estruturas nervosas. Muitas vezes, quando o tumor invadiu estruturas vitais, a remoção completa não é possível. Nestes casos, o objectivo da cirurgia passa a ser a retirada máxima, com o mínimo de comprometimento de outras estruturas;
  • Radioterapia: é frequentemente usada após a cirurgia para ajudar a remover as células cancerosas que não puderam ser removidas. Também é usada quando a cirurgia não é possível;
  • Quimioterapia: envolve drogas, normalmente administradas por via oral ou através de injecção, que destroem as células tumorais. Os linfomas cerebrais respondem muito bem à quimioterapia. Pode ser aplicado antes ou depois da cirurgia ou da radioterapia, dependendo do caso específico. Em alguns doentes com cancro cerebral recorrente, o cirurgião remove o tumor e implanta vários discos contendo quimioterapia. O disco dissolve-se ao longo de várias semanas, libertando o fármaco no encéfalo para matar as células cancerígenas;
  • Imunoterapia: estimula os recursos do próprio organismo na luta contra as células tumorais, por meio de drogas que propiciam a produção de substâncias capazes de controlar o crescimento do tumor e destruí-lo.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Efeitos secundários diversos

Os efeitos secundários da terapêutica hormonal dependem, principalmente, do próprio fármaco ou do tipo de tratamento. Estes efeitos podem incluir aumento de peso, afrontamentos, náuseas e alterações da fertilidade. Nas mulheres, a terapêutica hormonal pode provocar paragem dos períodos menstruais ou torná-los irregulares e pode provocar efeitos semelhantes à menopausa, com afrontamentos e possível corrimento vaginal. Algumas mulheres podem, ainda, sentir dor de cabeça, fadiga, náuseas e/ou vómitos, secura vaginal ou comichão, irritação da pele em volta da vagina e erupção cutânea. Nos homens, a terapêutica hormonal pode causar impotência, perda do desejo sexual e crescimento ou sensibilidade das mamas.

Em relação à imunoterapia, algumas pessoas desenvolvem uma erupção cutânea, no local da injecção; podem, ainda, apresentar sintomas do tipo gripal, como febre, arrepios, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, fraqueza e náuseas. A terapêutica biológica pode, no entanto, causar efeitos secundários mais graves, como alterações da tensão arterial, problemas respiratórios e, por vezes, problemas cardíacos.

Os efeitos secundários da terapêutica com altas doses, bem como o transplante de células estaminais, incluem infecções e perda de sangue. Adicionalmente, em pessoas que recebam células estaminais de um dador, pode haver rejeição, chamando-se "doença do enxerto versus o hospedeiro" (GVHD). Nesta situação, as células estaminais doadas "atacam" os tecidos da pessoa que as recebe. Geralmente, esta doença (GVHD) afecta o fígado, a pele ou o aparelho digestivo; pode ser grave, ou até fatal e pode ocorrer em qualquer altura depois do transplante, mesmo anos mais tarde. Há medicação que pode ajudar a prevenir, tratar ou controlar este processo de rejeição (GVHD).

Bibliografia
http://www.roche.pt/sites-tematicos/infocancro/index.cfm

Efeitos secundários da quimioterapia

A quimioterapia afecta tanto as células normais como as cancerígenas.
Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como:
• Células do sangue: estas células ajudam a "combater" as infecções, ajudam o sangue a coagular, e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, a pessoa poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer nódoas-negras (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada.
• Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo (alguns fármacos anti-cancerígenos apenas os enfraquecem); no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e "textura" diferentes.
• Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.
A maioria dos efeitos secundários desaparece gradualmente durante os períodos de recuperação entre tratamentos ou depois de concluído o tratamento. No entanto, a quimioterapia pode levar à perda permanente da fertilidade.
Os efeitos secundários de longa duração, ou seja, sentidos a longo prazo, são raros; ainda assim, verificaram-se casos em que o coração se torna mais fraco. Em pessoas que receberam quimioterapia existe, também, a possibilidade de surgirem cancros secundários, como a leucemia, ou seja, um cancro nas células do sangue.

Bibliografia

Efeitos secundários da radioterapia

Quando a radioterapia é utilizada para tratamento de um cancro, não são só as células cancerígenas que são afectadas, mas também células normais. As células T normais (tipo de células do sistema imunitário), por exemplo, são também muitas vezes afectadas pelo tratamento, originando alguns efeitos secundários decorrentes da radioterapia.
Dado que a radioterapia é um tratamento local administrado numa região específica, a maioria dos efeitos secundários depende da área que está a ser tratada. Por exemplo:
• O tratamento ao abdómen pode provocar náuseas ou diarreia
• O tratamento ao pescoço ou parte superior do tórax pode afectar as mucosas da boca, garganta e esófago, o que pode provocar dor e dificultar a deglutição (o doente pode ter dor e dificuldade em engolir)
• O tratamento à cabeça ou a outras regiões com cabelo/pêlos, pode provocar queda de cabelo/pêlos nessa área
• Por vezes, a pele sobre o linfoma sob tratamento fica queimada avermelhada e inflamada devido à radiação
Além disso, a maioria das pessoas sente-se cansada e letárgica enquanto estão a receber radioterapia e a contagem de glóbulos brancos pode diminuir, o que aumenta a probabilidade de contrair infecções durante o tratamento.
Estes efeitos secundários podem ser ligeiros ou variar de intensidade. Na maioria dos casos, os efeitos secundários são mais ligeiros no início e tendem a agravar-se ao longo do tratamento. Todos estes efeitos secundários são temporários, designadamente a queda do cabelo. Podem manter-se durante algumas semanas ou meses após a conclusão do tratamento mas acabam por desaparecer.
Ocasionalmente, ocorrem efeitos a longo prazo associados à radioterapia. A radioterapia da região pélvica ou das virilhas pode afectar a fertilidade, tanto nos homens como nas mulheres. Tanto quanto possível, os testículos ou ovários devem ser protegidos da radiação durante o tratamento.
A radioterapia pode também aumentar o risco de ocorrência de alguns cancros em tecidos que receberam radiação, por exemplo, a pele. Assim, é importante que os doentes consultem regularmente o médico, para além de tomarem medidas preventivas para reduzir o seu risco de cancro, designadamente, deixar de fumar e utilizar protector solar.
O cancro da tiróide tende a ocorrer com mais frequência após radioterapia do pescoço.
Podem surgir outros efeitos a longo prazo, por exemplo nos pulmões, resultantes da cicatrização de tecidos após a radioterapia.

Bibliografia

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Tratamento do cancro: transplantes

Por vezes, a cura de uma neoplasia passa pelos transplantes.
O transplante de células estaminais (ou da medula óssea) é uma opção para alguns doentes com linfoma não-Hodgkin (tumor com início no sistema linfático).
O transplante envolve o uso de quimioterapia em doses muito elevadas (por vezes com radioterapia) que destrói a medula óssea. A medula óssea destruída deve ser depois restaurada pelas células estaminais transplantadas.

O transplante de células estaminais pode ser:
• Alogénico: as células estaminais provêm de outra pessoa - um dador. O dador pode ser um familiar, preferivelmente um irmão gémeo. A medula também pode ser proveniente de pessoas que não familiares e que sejam compatíveis;
• Autólogo: as células estaminais provêm do próprio doente, são colhidas antes da quimioterapia de doses elevadas e transplantadas de novo no próprio doente.

Em geral, no linfoma não-Hodgkin os transplantes de células estaminais são autólogos, embora os transplantes alogénicos sejam cada vez mais utilizados.

Existem dois tipos principais de transplantes, consoante a origem das células estaminais:
• Transplante de células estaminais de sangue periférico, em que as células são retiradas da circulação sanguínea;
• Transplante de medula óssea, em que as células são retiradas da medula óssea.

Após a quimioterapia em doses elevadas ter destruído a medula e antes de esta ter recuperado, o principal risco é a ocorrência de infecções. Este risco mantém-se durante algumas semanas ou meses. Pode ser necessário administrar antibióticos e realizar transfusões de sangue.
Os doentes cujo linfoma não-Hodgkin recidivou/recaiu para uma forma agressiva da doença, quer seja indolente ou agressivo, pode receber um transplante se for essa a terapêutica considerada como a melhor opção.
O transplante pode também ser utilizado no doente com linfoma não-Hodgkin agressivo que não responde à quimioterapia convencional e no que sofre de linfoma não-Hodgkin indolente para aumentar a probabilidade de remissão.

Bibliografia
http://www.roche.pt/sites-tematicos/linfomas/index.cfm/tratamentos/transplante/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tratamento do cancro: outras terapias

Existem outras terapias que, ainda que com menor frequência, se empregam no tratamento do cancro. Geralmente estão indicadas em tumores ou circunstâncias da doença muito concretas.
Algumas destas terapias são as seguintes:
Hormonoterapia: consiste na administração de determinados medicamentos anti-hormonais para deter ou diminuir o crescimento de tumores que crescem por estímulo de alguma hormona. Estes cancros são denominados hormono-dependentes e os mais representativos são o da mama e da próstata.
Imunoterapia: é um tratamento que consiste em utilizar o sistema de defesa (sistema imunitário) para destruir as células tumorais;
Radioterapia intraoperatória: consiste na administração da radiação durante a cirurgia, directamente na zona do tumor. Emprega-se no tratamento de tumores abdominais. Com esta técnica reduz-se a dose de radiação nos tecidos normais;
Radioterapia esterotáxica: consiste na administração de forma muito precisa, de altas doses de radiação em zonas muito pequenas;
Cirurgia a laser: consiste na emissão de um raio de luz muito potente e focalizado, que permite a destruição do tumor. Aplica-se no tratamento de lesões pré-malignas ou como tratamento paliativo em alguns tumores.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Tratamentos do cancro: quimioterapia

A quimioterapia trata o cancro através do uso de produtos químicos (fármacos), denominados antineoplásicos. Estes interferem no crescimento e divisão das células malignas, bem como em processos químicos essenciais dentro da célula.
Uma vez administrados, esses produtos circulam por todo o corpo. Uma das grandes vantagens da quimioterapia é que consegue tratar cancros sistémicos (não localizados).

Os compostos químicos atacam com sucesso a divisão contínua das células malignas. Infelizmente, atacam também as células sãs e podem originar efeitos secundários indesejáveis os quais impõem limites – que variam de doente para doente – quanto à dosagem e duração da quimioterapia.

Este tratamento é administrado em forma de ciclos, em que cada um consiste na administração dos fármacos durante um ou vários dias, seguido de um tempo de descanso, que pode oscilar de 1 a 4 semanas.
A administração de um só fármaco não é eficaz pelo que pode haver a necessidade de recurso a quimioterapia combinada – administrando uma ou mais drogas simultaneamente ou em rápida sucessão – intensificando o ataque às células cancerosas durante várias fases da sua actividade.

Bibliografia
http://saude.sapo.pt/artigos/dossiers/cancro/ver.html?id=757532

Tratamentos do cancro: radioterapia

A radioterapia é a segunda forma mais comum de tratamento, embora não seja sempre o método adequado. Cerca de metade de todos os doentes de cancro recebem uma forma de radioterapia, seja isoladamente ou em combinação com outras formas de terapia.
A terapia por radiação pode ser administrada internamente, por implantação de fontes radioactivas no corpo. Ali, elas podem bombardear as células malignas infligindo menos estragos nos tecidos normais.

Alguns cancros são particularmente sensíveis ao rádio, sendo totalmente curados desta forma.
Em alguns casos pode ser utilizada antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor, tornando-a menos complicada. Noutros casos, pode prolongar a vida, ao controlar temporariamente o crescimento de um tumor.
Neste contexto, a radioterapia é particularmente útil quando o cancro está confinado a uma região do corpo, mas demasiado avançado para ser totalmente tratado através de cirurgia.
A radiação pode também ser usada para aliviar a dor, fazendo diminuir o tamanho do tumor que está a exercer pressão sobre um nervo.

No passado, era usada principalmente para matar quaisquer células cancerosas que pudessem ter ficado após a remoção de um tumor. Quando se usavam máquinas de Raios-X de baixa voltagem, a quantidade de radiação que podia ser utilizada para atacar as células malignas era limitada pelo “mal de radiação" que se verificava: células saudáveis eram danificadas ao mesmo tempo que o tumor que rodeavam.
Contudo, nos últimos anos, os aperfeiçoamentos das técnicas e processos de radioterapia e do equipamento resultaram numa utilização mais eficaz deste método como tratamento principal para alguns cancros. Máquinas aperfeiçoadas permitem agora que uma dose maior de radiação se concentre no tumor, causando menores danos às células sãs.

Bibliografia
http://saude.sapo.pt/artigos/dossiers/cancro/ver.html?id=757532

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tratamentos do cancro: cirurgia

A cirurgia procura remover do corpo as células cancerosas, por extracção do tumor e de quaisquer tecidos envolventes que possam conter células anómalas. Este método é muito eficaz quando o cancro é pequeno e ainda não se propagou, quando se situa numa parte do corpo de onde pode ser facilmente removido ou quando o cirurgião pode remover todas as células malignas antes de existirem metástases.

As possibilidades de sobrevivência do doente têm aumentado devido a técnicas e processos altamente desenvolvidos e a melhores cuidados médicos. Além disso, melhores técnicas de reabilitação e cirurgia plástica ajudam os doentes que sofreram cirurgias por cancro a fazer uma vida relativamente normal.

A cirurgia é o principal método de tratamento de cancro, embora a execução de cirurgias muito radicais tenha vindo a diminuir nos últimos tempos, sendo adoptada uma combinação de cirurgia, quimio e radioterapia.

Bibliografia
http://saude.sapo.pt/artigos/dossiers/cancro/ver.html?id=757532