quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Prevenção oncológica

Evitar os factores de risco é a acção preventiva mais eficaz no aparecimento de cancro:
Não fumar;
Praticar regularmente exercício físico;
Ter uma alimentação rica em vegetais e frutos e limitar a ingestão de alimentos contendo gorduras animais;
Moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
Evitar a exposição demorada ou excessiva ao sol e acautelar-se para as queimaduras solares;
Cumprir as instruções de segurança relativas a substâncias ou ambientes que possam causar cancro;
Participar em rastreios e realizar os auto-exames;
Participar em programas de vacinação contra a Hepatite B.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Influência de diversos factores


A - Factores genéticos vs Factores externos

B - Influência dos factores genéticos

C - Influência de factores externos

Factores de risco

Investigações realizadas têm vindo a demonstrar que existem certos factores de risco que aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver uma neoplasia.
Historial familiar: algumas famílias têm uma maior predisposição para desenvolver determinados tipos de cancro. Por exemplo, a probabilidade de desenvolver cancro da mama na mulher aumenta até 3 vezes se a mãe ou a irmã tiverem esse tipo de cancro;
Os indivíduos com anomalias cromossómicas, têm um risco acrescido de contrair uma neoplasia. Assim sendo, os indivíduos que têm Síndrome de Down têm um risco entre 12 a 20 vezes maior de sofrer de leucemia aguda;
Envelhecimento: o processo de envelhecimento celular implica alterações nos mecanismos de obtenção de energia e de divisão celular, tornando um idoso mais vulnerável ao surgimento de neoplasias;
Tabaco: investigações recentes demonstraram que o tabaco é responsável por grande parte das mutações que ocorrem nos pulmões;
Radiação ionizante: pode causar danos na pele e despoletar mutações nas células que levam à formação de tumores;
Os médicos usam raios-X de baixa dose para fazer imagens do interior do nosso corpo (radiografias) e diagnosticar certas lesões, mas o risco de cancro é extremamente pequeno. Na radioterapia, são usadas radiações em doses elevadas, o que aumenta esse risco;
Determinados químicos e outras substâncias: a exposição ao amianto, cádmio, benzeno, níquel (entre outras substâncias) pode causar cancro;
Alguns vírus e bactérias, como o caso do:
Vírus do Papiloma humano (HPV): a infecção por HPV é a principal causa de cancro do colo do útero; pode, ainda, ser um factor de risco para vários tipos de tumores benignos;
Vírus da hepatite B e C: uma infecção com hepatite B ou C pode vir a originar cancro do fígado;
Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia;
Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV, o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), aumenta o risco de desenvolvimento de linfoma e de um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kaposi;
Vírus de Epstein-Barr (EBV): a infecção com EBV tem sido associada a um risco aumentado de linfoma;
Vírus do Herpes Humano 8 (HHV8): constitui um factor de risco para o Sarcoma de Kaposi;
Helicobacter pylori: esta bactéria pode causar úlceras no estômago, cancro do estômago e linfoma no revestimento do estômago.
Determinadas hormonas: um dos tratamentos adoptados na atenuação dos efeitos da menopausa é a terapêutica hormonal, que se baseia na inoculação de hormonas femininas no organismo da mulher. No entanto, este tratamento pode aumentar o risco de cancro da mama, além de outros problemas;
Álcool: o risco de desenvolver cancro da boca, da garganta, do esófago, da laringe, do fígado e da mama aumenta com a ingestão de mais do que duas bebidas alcoólicas por dia, durante muitos anos;
Dieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso: estudos sugerem que uma dieta rica em gorduras aumenta a probabilidade de desenvolvimento de cancro do cólon, útero e próstata. A falta de actividade física e o excesso de peso constituem factores de risco para cancro da mama, do cólon, do esófago, dos rins e do útero.

Sintomas do cancro

O cancro pode provocar diversos e diferentes sintomas, consoante a sua localização e tipo.
Os sintomas que acompanham com maior frequência os diferentes tipos de cancro e para os quais deve estar atento são:
Nódulo (caroço) ou dureza anormal no corpo. A maioria dos nódulos ou úlceras pode dever-se a manifestações benignas, mas não deve descartar a hipótese de se tratar de uma lesão maligna;
Dor persistente no tempo (que não desaparece com analgésicos);
Sinal ou verruga que se modifica;
Perda anormal de sangue ou outros líquidos. Uma hemorragia vaginal, urinária, pelas fezes, na expectoração, etc., pode ser um sintoma de uma doença benigna, mas também pode ser sintoma de um tumor maligno que se origina no útero, vagina, cólon ou pulmão;
Tosse ou rouquidão que persiste mais de duas semanas e que não desaparece com tratamento sintomático;
Alteração nos hábitos digestivos, urinários ou intestinais. Na maioria das ocasiões pode tratar-se de uma lesão benigna. No entanto, deve ser feito um exame para descartar a existência de um cancro do colo-rectal;
Perda ou ganho de peso não justificada;
Ferida cuja cicatrização não passa;
Sensação de fraqueza ou extremo cansaço;
Dificuldade em engolir e desconforto depois de comer.