quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Factores de risco

Investigações realizadas têm vindo a demonstrar que existem certos factores de risco que aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver uma neoplasia.
• Historial familiar: algumas famílias têm uma maior predisposição para desenvolver determinados tipos de cancro. Por exemplo, a probabilidade de desenvolver cancro da mama na mulher aumenta até 3 vezes se a mãe ou a irmã tiverem esse tipo de cancro;
• Os indivíduos com anomalias cromossómicas, têm um risco acrescido de contrair uma neoplasia. Assim sendo, os indivíduos que têm Síndrome de Down têm um risco entre 12 a 20 vezes maior de sofrer de leucemia aguda;
• Envelhecimento: o processo de envelhecimento celular implica alterações nos mecanismos de obtenção de energia e de divisão celular, tornando um idoso mais vulnerável ao surgimento de neoplasias;
• Tabaco: investigações recentes demonstraram que o tabaco é responsável por grande parte das mutações que ocorrem nos pulmões;
• Radiação ionizante: pode causar danos na pele e despoletar mutações nas células que levam à formação de tumores;
Os médicos usam raios-X de baixa dose para fazer imagens do interior do nosso corpo (radiografias) e diagnosticar certas lesões, mas o risco de cancro é extremamente pequeno. Na radioterapia, são usadas radiações em doses elevadas, o que aumenta esse risco;
• Determinados químicos e outras substâncias: a exposição ao amianto, cádmio, benzeno, níquel (entre outras substâncias) pode causar cancro;
• Alguns vírus e bactérias, como o caso do:
• Vírus do Papiloma humano (HPV): a infecção por HPV é a principal causa de cancro do colo do útero; pode, ainda, ser um factor de risco para vários tipos de tumores benignos;
• Vírus da hepatite B e C: uma infecção com hepatite B ou C pode vir a originar cancro do fígado;
• Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia;
• Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV, o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), aumenta o risco de desenvolvimento de linfoma e de um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kaposi;
• Vírus de Epstein-Barr (EBV): a infecção com EBV tem sido associada a um risco aumentado de linfoma;
• Vírus do Herpes Humano 8 (HHV8): constitui um factor de risco para o Sarcoma de Kaposi;
• Helicobacter pylori: esta bactéria pode causar úlceras no estômago, cancro do estômago e linfoma no revestimento do estômago.
• Determinadas hormonas: um dos tratamentos adoptados na atenuação dos efeitos da menopausa é a terapêutica hormonal, que se baseia na inoculação de hormonas femininas no organismo da mulher. No entanto, este tratamento pode aumentar o risco de cancro da mama, além de outros problemas;
• Álcool: o risco de desenvolver cancro da boca, da garganta, do esófago, da laringe, do fígado e da mama aumenta com a ingestão de mais do que duas bebidas alcoólicas por dia, durante muitos anos;
• Dieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso: estudos sugerem que uma dieta rica em gorduras aumenta a probabilidade de desenvolvimento de cancro do cólon, útero e próstata. A falta de actividade física e o excesso de peso constituem factores de risco para cancro da mama, do cólon, do esófago, dos rins e do útero.

Sintomas do cancro

O cancro pode provocar diversos e diferentes sintomas, consoante a sua localização e tipo.
Os sintomas que acompanham com maior frequência os diferentes tipos de cancro e para os quais deve estar atento são:
• Nódulo (caroço) ou dureza anormal no corpo. A maioria dos nódulos ou úlceras pode dever-se a manifestações benignas, mas não deve descartar a hipótese de se tratar de uma lesão maligna;
• Dor persistente no tempo (que não desaparece com analgésicos);
• Sinal ou verruga que se modifica;
• Perda anormal de sangue ou outros líquidos. Uma hemorragia vaginal, urinária, pelas fezes, na expectoração, etc., pode ser um sintoma de uma doença benigna, mas também pode ser sintoma de um tumor maligno que se origina no útero, vagina, cólon ou pulmão;
• Tosse ou rouquidão que persiste mais de duas semanas e que não desaparece com tratamento sintomático;
• Alteração nos hábitos digestivos, urinários ou intestinais. Na maioria das ocasiões pode tratar-se de uma lesão benigna. No entanto, deve ser feito um exame para descartar a existência de um cancro do colo-rectal;
• Perda ou ganho de peso não justificada;
• Ferida cuja cicatrização não passa;
• Sensação de fraqueza ou extremo cansaço;
• Dificuldade em engolir e desconforto depois de comer.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Leucemia: Sintomas de Alerta

Como todas as células do sangue, as células da leucemia percorrem todo o corpo. Dependendo do número de células tumorais, e do local onde estas células se depositam, uma pessoa com leucemia pode apresentar sintomas variados.

Os sintomas comuns de leucemia, incluem:
  • Febre e suores nocturnos.
  • Infecções frequentes.
  • Sensação de fraqueza ou cansaço.
  • Dor de cabeça.
  • Sangrar e fazer nódoas negras (hematomas) facilmente: gengivas que sangram, manchas arroxeadas na pele, ou pequenas pintas vermelhas sob a pele.
  • Dor nos ossos e articulações.
  • Inchaço ou desconforto no abdómen (em consequência do aumento do baço).
  • Gânglios inchados, especialmente os do pescoço e das axilas.
  • Perda de peso.

Esta sintomatologia não é exclusiva da leucemia e pode surgir no curso de outras patologias benignas ou malignas. São um sinal de alerta para consultar o médico assistente pois só ele pode diagnosticar e tratar o problema.

Nas fases iniciais da leucemia crónica, as células tumorais funcionam quase normalmente. Os sintomas podem não aparecer, durante muito tempo. Muitas vezes, o médico descobre a leucemia crónica durante um exame de rotina, isto é, antes de existirem quaisquer sintomas. Quando surgem os sintomas, estes são geralmente ligeiros, no início, e vão piorando, gradualmente.

Na leucemia aguda, os sintomas surgem e pioram rapidamente. A pessoa vai ao médico porque se sente doente. Outros sintomas da leucemia aguda são vómitos, confusão, perda do controlo muscular e convulsões. As células tumorais podem, ainda, depositar-se nos testículos, provocando inchaço. Algumas pessoas também desenvolvem feridas nos olhos ou na pele. A leucemia também pode afectar o aparelho digestivo, os rins, os pulmões ou outras partes do corpo.

Eugénia e Fernanda

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Envelhecimento e o cancro

O processo de envelhecimento celular implica alterações nos mecanismos de obtenção de energia e de divisão celular, tornando um idoso mais vulnerável ao surgimento de neoplasias.
Investigações sobre envelhecimento e cancro feitas por Peter Lawrence e Ginés Morata foram distinguidas com o Prémio Príncipe das Astúrias.
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